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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O CARNAVAL

Imagem retirada da net.

As serpentinas no ar
Vamos começar a cantar
O Carnaval vai começar
E vamos todos festejar

O Carnaval é uma alegria
Com fatos de fantasia
De polícia ou ladrão
Soldado ou capitão

As carrinhas a andar
Com bolinhas a enfeitar
O som a bombar
E as pessoas a dançar

A noite está a chegar
O Carnaval a acabar
O próximo dia é a trabalhar
O mundo vai continuar

              
                                Carolina Fernandes
                                Catarina Godinho
                                Inês Filipe
                                Margarida Parrinha

                                              Alunas do 6.º C

domingo, 1 de maio de 2011

MÃE



No mais fundo de ti
Eu sei que te traí, mãe.

Tudo porque já não sou
O retrato adormecido
No fundo dos teus olhos.

Tudo porque ignoras
Que há leitos onde o frio não se demora
E noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
São duras, mãe,
E o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
Que apertava junto ao coração
No retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
Talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
Que todo o meu corpo cresceu,
E até o meu coração
Ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -
Às vezes ainda sou o menino
Que adormeceu nos teus olhos;

Ainda aperto contra o coração
Rosas tão brancas
Como as que tens na moldura;

Ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
No meio do laranjal...

Mas - tu sabes - a noite é enorme,
E todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
Dei às aves os meus olhos a beber.
.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

                   Eugénio de Andrade

segunda-feira, 21 de março de 2011

DIA MUNDIAL DA POESIA

Imagem retirada da net.

A poesia é «outra» forma de expressar os sentimentos... o que nos vai na alma.

O AMOR


O amor é
Louvor!
Quando amamos,
Sentimos um pressentimento,
Não rabugento;
Não de tormento.

Amor...

Sensação a subir de cima abaixo.
O amor dá-nos pavor.
Mas se tímido fores,
Aí te dá temor.
Daniel Simão, 5º C